Associação de Diabéticos do Distrito de Aveiro

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domingo, 9 de maio de 2010

Projecto Educação - Vida e Diabetes na escola



Vamos lá esclarecer as dúvidas mais comuns sobre a diabetes.

Todos nós podemos colaborar para uma adequada vida escolar do aluno com diabetes e, contribuir com observações para a descoberta de diabetes noutros alunos!

O que é a diabetes
 A diabetes é uma disfunção crónica que leva ao aumento da glicemia (açúcar no sangue), por ausência ou falha na produção de insulina, hormona responsável pela entrada da glicose (açúcar) nas células do organismo.

Quais os dois tipos mais comuns de diabetes?
O tipo 1 é mais comum em crianças e adolescentes e nele o pâncreas pára de produzir insulina. O tipo 2 é mais comum em adultos, havendo falha na produção de insulina ou impossibilidade do organismo a utilizar de forma adequada.

Quais são os sintomas?
Muita sede, muita fome, muita produção de urina, desânimo e perda de peso. Estes sintomas podem ser observados antes do diagnóstico ou quando o controle de glicemia é inadequado.

O sucesso no controle da diabetes depende de que factores?
O sucesso do controle depende da monitorização da glicemia, medicação oral/ insulina, alimentação saudável, prática de actividade física, apoio social e familiar, além da educação em diabetes.

O que é a monitorização da glicemia?
A monitorização é um controle da glicemia (taxa de açúcar no sangue), realizado através de um teste simples, em diferentes horários do dia, com uma gota de sangue retirada da ponta do dedo utilizando um medidor de glicemia. Os valores referência para uma pessoa, que ainda não é doente, não devem ultrapassar os 126mg/dl. Para um diabético os valores em jejum devem situar-se entre 80 -120 mg/dl e duas horas após as refeições 120 -180 mg/dl.

Como deve ser a alimentação do aluno com diabetes na escola?
Semelhante à de todos os alunos, ou seja, deve ser saudável, equilibrada e consumida sem excessos, a fim de evitar transtornos na glicemia e indesejável aumento de peso corporal. O cuidado deve ser adoptado quanto aos alimentos que contêm açúcar refinado, sendo ideal que sejam substituídos por adoçante artificial. Portanto, o aluno com diabetes não precisa de ser submetido a rígidas restrições alimentares, como pães, cereais e outras fontes de hidratos de carbono, pois eles fornecem energia, especialmente durante a infância. Já as preparações doces devem ser substituídas por uma versão sem açúcar ou por fruta. A socialização é muito importante para a preservação do bem-estar do aluno com diabetes, portanto o aluno deve alimentar-se junto aos seus colegas.

O que é recomendável à escola informar aos pais dos alunos com diabetes que a frequentam em horários intermediários?
É recomendável que a escola informe os pais dos alunos sobre o horário e o tipo de refeição presente na ementa escolar.
Assim, os pais poderão adequar o lanche e a refeição principal servida ao aluno em casa, antes do horário da escola e evitar os transtornos que uma ingestão excessiva de alimentos pode causar.

O que fazer pelo aluno com diabetes quando há uma festa na escola ou passeio escolar?
Avisar antecipadamente os pais sobre o evento, para que neste dia o aluno possa adequar a refeição de casa e da escola, e controlar a glicemia.

O aluno com diabetes pode praticar actividade física?
A actividade física feita de maneira correcta traz benefícios à criança com diabetes, pois contribui para o controle do peso, melhora a utilização da insulina pelo organismo, diminui os níveis de stress psicológico e facilita o controlo da glicemia. É, no entanto, aconselhável ao aluno com diabetes, antes de praticar actividade física, verificar os valores da glicemia e realizar um lanche. Também é importante que o professor de educação física seja informado sobre a sua diabetes.


Quais são as complicações mais comuns que o aluno com diabetes pode apresentar em sala de aula?
Mesmo com a diabetes controlada podem ocorrer hiperglicemias e hipoglicemias. A hiperglicemia pode ser percebida com sintomas como visão turva, náuseas, vómitos, urina excessiva, sede intensa e hálito com cheiro similar ao de uma maçã. Já na hipoglicemia o aluno pode apresentar sonolência, irritabilidade, fome, suores frios, taquicardia e até perda de consciência.


Como solucionar estas complicações?
Hipoglicemia: Oferecer um alimento fonte de hidratos de carbono simples como um copo de água com uma colher de sopa de açúcar refinado, ou um copo de sumo de laranja, ou um copo de refrigerante que não seja “diet” ou “light”; caso em 10 minutos os sintomas ainda persistirem, repetir o processo.
Hiperglicemia: Permitir o maior consumo de água para hidratação e em consequência a ida frequente do aluno ao WC.


O que fazer quando o aluno apresentar algum mal-estar relacionado com a diabetes durante o período escolar?
Se não houver na escola ou na mochila do aluno um medidor de glicemia, e a escola não identificar o motivo do mal-estar (se é hiperglicemia ou hipoglicemia), deverá tratá-lo como hipoglicemia, e comunicar imediatamente aos responsáveis o ocorrido. Nunca colocar alimentos na boca se estiver inconsciente.


É muito importante o apoio social e familiar para o controle da diabetes do aluno?
Claro! E a escola, através de todos os Funcionários, Professores, e restante comunidade escolar, deve apoiá-lo e facilitar a criação de atitudes positivas em relação à doença e colaborar na sua integração social.


 

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O que é a Diabetes... Vamos lá explicar!


Vídeo de animação em 3D produzida para a Pzifer pela Vagalume Animation Studios: vagalumestudios.com.br

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Espaço de Sensibilização para a Diabetes - Glicinias Jumbo Aveiro.



A Associação de Diabéticos do Distrito de Aveiro informa que estará presente numa sessão medição, controlo e despiste da glicémia e Diabetes na próxima quinta feira das 18h às 21h no espaço comercial do Glicínias - Jumbo Aveiro.

Quarta-feira dia 30, pela manhã, organizará uma sessão de Hora do Conto.

Estas actividades enquadram-se num conjunto de eventos dedicados ao açucar durante este mês realizados neste espaço comercial.

domingo, 12 de julho de 2009

Novos Estudos Abordam a Importância da Glicemia Média e da Variabilidade Glicêmica para quem tem Diabetes

Dr. Augusto Pimazoni Netto - 14/07/2008 17:05
Coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes, Centro Integrado de Hipertensão e Metabologia Cardiovascular, Hospital do Rim e Hipertensão da UNIFESP

Dados do estudo A1C-Derived Average Glucose (ADAG) modificam a correlação entre valores de A1C e glicemia média.














Até recentemente, a avaliação do controle glicêmico de longo prazo no paciente diabético era feita exclusivamente com base nos resultados da hemoglobina glicada (A1C). Resultados de A1C abaixo de 7% eram considerados como metas de controle adequado da glicemia, o que contribuiria para a redução do risco de complicações crônicas atribuídas ao diabetes. Por muitos anos, a A1C foi considerada como padrão-ouro para a avaliação de longo prazo do controle glicêmico.

Em fevereiro de 2008, os pesquisadores franceses Louis Monnier e Claude Colette, em artigo publicado no Diabetes Care, mostraram evidências concretas dos efeitos perniciosos relacionados não apenas à hiperglicemia crônica sustentada mas, também, à variabilidade glicêmica, a qual também contribuiria de maneira significativa para o aumento do risco de complicações crônicas do diabetes, uma vez que as flutuações agudas dos níveis de glicemia ao redor de um valor médio promoveria uma ativação do estresse oxidativo [1].

Quase que ao mesmo tempo, pesquisadores italianos sob a coordenação de Antonio Ceriello, publicaram um artigo na revista Diabetes. Eles comprovaram a veracidade deste conceito sobre os efeitos danosos da variabilidade glicêmica, através dos dados do estudo que sugeriram que as oscilações da glicemia podem promover efeitos mais perniciosos do que os níveis consistentemente elevados de glicemia, sobre a função endotelial e o estresse oxidativo. Estes dois itens são importantes fatores de risco para o aumento das complicações cardiovasculares no paciente diabético [2].

Em outras palavras, os estudos dos pesquisadores franceses e italianos mostram que, para a redução das complicações crônicas do diabetes, não basta a conquista de níveis de A1C abaixo de 7%. Também é necessário atingir uma segunda meta, que seria o controle adequado e intensificado das variações glicêmicas.
[...]
Para saber mais
http://www.diabetes.org.br/Colunistas/Debates/index.php?id=1644

Para calcular os seus valores pode utilizar o seguinte caculador
http://professional.diabetes.org/glucosecalculator.aspx