Associação de Diabéticos do Distrito de Aveiro

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ADDA colaboração na Revista Saúde Activa.... Novembro 2010

Aqui mostramos o resultado final da nossa colaboração com a Revista Saúde Activa na sua edição de Novembro 2010.

Queremos deixarum grande abraço a nossa heroína que aparece na capa, a Gabi, um dos elementos mais novos da nossa Associação.






domingo, 9 de maio de 2010

Projecto Educação - Vida e Diabetes na escola



Vamos lá esclarecer as dúvidas mais comuns sobre a diabetes.

Todos nós podemos colaborar para uma adequada vida escolar do aluno com diabetes e, contribuir com observações para a descoberta de diabetes noutros alunos!

O que é a diabetes
 A diabetes é uma disfunção crónica que leva ao aumento da glicemia (açúcar no sangue), por ausência ou falha na produção de insulina, hormona responsável pela entrada da glicose (açúcar) nas células do organismo.

Quais os dois tipos mais comuns de diabetes?
O tipo 1 é mais comum em crianças e adolescentes e nele o pâncreas pára de produzir insulina. O tipo 2 é mais comum em adultos, havendo falha na produção de insulina ou impossibilidade do organismo a utilizar de forma adequada.

Quais são os sintomas?
Muita sede, muita fome, muita produção de urina, desânimo e perda de peso. Estes sintomas podem ser observados antes do diagnóstico ou quando o controle de glicemia é inadequado.

O sucesso no controle da diabetes depende de que factores?
O sucesso do controle depende da monitorização da glicemia, medicação oral/ insulina, alimentação saudável, prática de actividade física, apoio social e familiar, além da educação em diabetes.

O que é a monitorização da glicemia?
A monitorização é um controle da glicemia (taxa de açúcar no sangue), realizado através de um teste simples, em diferentes horários do dia, com uma gota de sangue retirada da ponta do dedo utilizando um medidor de glicemia. Os valores referência para uma pessoa, que ainda não é doente, não devem ultrapassar os 126mg/dl. Para um diabético os valores em jejum devem situar-se entre 80 -120 mg/dl e duas horas após as refeições 120 -180 mg/dl.

Como deve ser a alimentação do aluno com diabetes na escola?
Semelhante à de todos os alunos, ou seja, deve ser saudável, equilibrada e consumida sem excessos, a fim de evitar transtornos na glicemia e indesejável aumento de peso corporal. O cuidado deve ser adoptado quanto aos alimentos que contêm açúcar refinado, sendo ideal que sejam substituídos por adoçante artificial. Portanto, o aluno com diabetes não precisa de ser submetido a rígidas restrições alimentares, como pães, cereais e outras fontes de hidratos de carbono, pois eles fornecem energia, especialmente durante a infância. Já as preparações doces devem ser substituídas por uma versão sem açúcar ou por fruta. A socialização é muito importante para a preservação do bem-estar do aluno com diabetes, portanto o aluno deve alimentar-se junto aos seus colegas.

O que é recomendável à escola informar aos pais dos alunos com diabetes que a frequentam em horários intermediários?
É recomendável que a escola informe os pais dos alunos sobre o horário e o tipo de refeição presente na ementa escolar.
Assim, os pais poderão adequar o lanche e a refeição principal servida ao aluno em casa, antes do horário da escola e evitar os transtornos que uma ingestão excessiva de alimentos pode causar.

O que fazer pelo aluno com diabetes quando há uma festa na escola ou passeio escolar?
Avisar antecipadamente os pais sobre o evento, para que neste dia o aluno possa adequar a refeição de casa e da escola, e controlar a glicemia.

O aluno com diabetes pode praticar actividade física?
A actividade física feita de maneira correcta traz benefícios à criança com diabetes, pois contribui para o controle do peso, melhora a utilização da insulina pelo organismo, diminui os níveis de stress psicológico e facilita o controlo da glicemia. É, no entanto, aconselhável ao aluno com diabetes, antes de praticar actividade física, verificar os valores da glicemia e realizar um lanche. Também é importante que o professor de educação física seja informado sobre a sua diabetes.


Quais são as complicações mais comuns que o aluno com diabetes pode apresentar em sala de aula?
Mesmo com a diabetes controlada podem ocorrer hiperglicemias e hipoglicemias. A hiperglicemia pode ser percebida com sintomas como visão turva, náuseas, vómitos, urina excessiva, sede intensa e hálito com cheiro similar ao de uma maçã. Já na hipoglicemia o aluno pode apresentar sonolência, irritabilidade, fome, suores frios, taquicardia e até perda de consciência.


Como solucionar estas complicações?
Hipoglicemia: Oferecer um alimento fonte de hidratos de carbono simples como um copo de água com uma colher de sopa de açúcar refinado, ou um copo de sumo de laranja, ou um copo de refrigerante que não seja “diet” ou “light”; caso em 10 minutos os sintomas ainda persistirem, repetir o processo.
Hiperglicemia: Permitir o maior consumo de água para hidratação e em consequência a ida frequente do aluno ao WC.


O que fazer quando o aluno apresentar algum mal-estar relacionado com a diabetes durante o período escolar?
Se não houver na escola ou na mochila do aluno um medidor de glicemia, e a escola não identificar o motivo do mal-estar (se é hiperglicemia ou hipoglicemia), deverá tratá-lo como hipoglicemia, e comunicar imediatamente aos responsáveis o ocorrido. Nunca colocar alimentos na boca se estiver inconsciente.


É muito importante o apoio social e familiar para o controle da diabetes do aluno?
Claro! E a escola, através de todos os Funcionários, Professores, e restante comunidade escolar, deve apoiá-lo e facilitar a criação de atitudes positivas em relação à doença e colaborar na sua integração social.


 

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dia Mundial da Diabetes 2009





Veja a entrevista (em inglês) dada por Dr. Martin Silink, presidente da International Diabetes Federation.

Para as atividades do Dia Mundial do Diabetes 2009, a SBD resolveu usar uma campanha diferente e de impacto para a data. É o tático móvel, projeto da Agência Biruta. Durante duas semanas, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, projeções com mensagens de alerta aparecerão nos prédios e ruas, durante à noite. Os videos estão publicados aqui. Fiquem atentos. Caso vejam a projeção, fotografem e enviem para o site do Dia Mundial do Diabetes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Gripe A - um desafio para todo o Diabético

Folheto Gripe A - ADA

1. O que é o novo vírus da Gripe A(H1N1)v?
O novo vírus da Gripe A(H1N1)v, que apareceu recentemente, é um novo subtipo de vírus que afecta os seres humanos. Este novo subtipo contém genes das variantes humana, aviária e suína do vírus da gripe e apresenta uma combinação nunca antes observada em todo o Mundo. Em contraste com o vírus típico da gripe suína, este novo vírus da Gripe A(H1N1)v é transmissível entre os seres humanos.

2. Quais os sintomas da doença pelo novo vírus da Gripe A(H1N1)v?
Os sintomas de infecção pelo novo vírus da Gripe A(H1N1)v nos seres humanos são normalmente semelhantes aos provocados pela gripe sazonal:
Febre
Sintomas respiratórios (tosse, nariz entupido)
Dor de garganta
Possibilidade de ocorrência de outros sintomas:
Dores corporais ou musculares
Dor de cabeça
Arrepios
Fadiga
Vómitos ou diarreia [embora não sendo típicos na gripe sazonal, têm sido verificados em alguns dos casos recentes de infecção pelo novo vírus da Gripe A(H1N1)v]
Em alguns casos, podem surgir complicações graves em pessoas saudáveis que tenham contraído a infecção.

3. Como se infectam as pessoas com o novo vírus da Gripe A(H1N1)v?
O modo de transmissão do novo vírus da Gripe A(H1N1)v é idêntico ao da gripe sazonal. O vírus transmite-se de pessoa para pessoa através de gotículas libertadas quando uma pessoa fala, tosse ou espirra. Os contactos mais próximos (a menos de 1 metro) com uma pessoa infectada podem representar, por isso, uma situação de risco. O contágio pode também verificar-se indirectamente quando há contacto com gotículas ou outras secreções do nariz e da garganta de uma pessoa infectada - por exemplo, através do contacto com maçanetas das portas, superfícies de utilização pública, etc. Os estudos demonstram que o vírus da gripe pode sobreviver durante várias horas nas superfícies e, por isso, é importante mantê-las limpas, utilizando os produtos domésticos habituais de limpeza e desinfecção.

4. Qual é o período de incubação da doença?
O período de incubação da Gripe A(H1N1)v, ou seja, o tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas, pode variar entre 1 e 7 dias.

5. Durante quanto tempo uma pessoa infectada pode transmitir o vírus a outras?
Os doentes podem infectar (contagiar) outras pessoas por um período até 7 dias, a que se chama período de transmissibilidade. É prudente, contudo, considerar que um doente mantém a capacidade de infectar outras pessoas durante todo o tempo em que manifestar sintomas.

6. A doença pelo novo vírus da Gripe A(H1N1)v pode ser tratada?
O novo vírus da gripe é sensível aos medicamentos antivirais oseltamivir e zanamivir.

7. Qual a melhor forma de evitar a disseminação do vírus, no caso de estar doente?
Limite o contacto com outras pessoas, tanto quanto possível
Mantenha-se em casa durante sete dias, ou até que os sintomas desapareçam, caso estes perdurem.
Cubra a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, usando um lenço de papel. Nunca com as mãos!
Utilize lenços de papel uma única vez e coloque-os de imediato no lixo.
Lave frequentemente as mãos com água e sabão, em especial após tossir ou espirrar.
Pode usar toalhetes descartáveis com soluções alcoólicas.

8. Qual é a melhor técnica de lavagem das mãos?
Lavar as mãos frequentemente ajuda a evitar o contágio por vírus da gripe e por outros germes. Recomenda-se que use sabão e água, pelo menos durante 20 segundos. Quando tal não for possível, podem ser usados toalhetes descartáveis, soluções e gel de base alcoólica, que se adquirem nas farmácias e nos supermercados. Se utilizar um gel, esfregue as mãos até secarem e não use água.

9. Existe alguma vacina contra o vírus da Gripe A(H1N1)v?
De momento, não existe vacina que proteja as pessoas contra o novo vírus da Gripe A(H1N1)v.

10. A vacina da gripe sazonal é eficaz contra o novo vírus da Gripe A(H1N1)v?
Não há evidência científica, até ao momento, de que a vacina contra a gripe sazonal confira protecção contra a Gripe A(H1N1)v

11. O vírus da Gripe A(H1N1)v pode ser transmitido às pessoas através do consumo de carne de porco ou derivados?
Não. O vírus da Gripe A(H1N1)v não é transmitido pela ingestão de carne de porco ou derivados. Esta nova estirpe não foi, até à data, observada em animais e não há indícios de que o vírus tenha entrado na cadeia de produção. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar e o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças desconhecem qualquer evidência científica que sugira a possibilidade de transmissão do vírus por consumo de carne de porco e derivados.

12. Qual é a situação da doença na Europa e no resto do Mundo?
A situação a nível mundial está em constante evolução. Para informações mais recentes, consulte o Microsite da Gripe do sítio da Direcção-Geral da Saúde.

13. Que devo fazer para me proteger se tiver de viajar para áreas onde foram identificados casos de Gripe A(H1N1)v?
Os viajantes devem seguir as precauções gerais de higiene relativamente a infecções respiratórias se viajarem para áreas onde foram detectados casos de infecção pelo novo vírus da gripe:
Lave frequentemente as mãos com água e sabão;
Evite o contacto próximo com pessoas doentes;
Se estiver doente:
Mantenha a distância de pelo menos 1 metro em relação aos outros, para evitar a propagação do vírus;
Permaneça em casa, sempre que possível;
Evite multidões ou grandes aglomerados de pessoas;
Se tossir ou espirrar, proteja a boca e o nariz com um lenço de papel de utilização única ou use o antebraço e não as mãos;
Para se assoar, use lenços de papel de utilização única e coloque-os, de imediato, no lixo;
Lave as mãos com frequência.

14. Que precauções devo tomar se estiver a regressar de uma área onde foram identificados casos de Gripe A(H1N1)v?
Viajantes que regressem de uma área onde foram detectados casos de infecção pelo novo vírus da Gripe devem estar particularmente atentos ao seu estado de saúde e, se experimentarem algum dos seguintes sintomas, devem contactar de imediato a Linha Saúde 24 (808 24 24 24), durante os 7 dias seguintes ao regresso:
Febre (>38ºC) e um dos seguintes sintomas:
Sintomas respiratórios como tosse ou nariz entupido;
Dor de garganta;
Dores corporais ou musculares;
Dor de cabeça;
Fadiga;
Vómitos ou diarreia.

15. Estamos perante uma nova pandemia de gripe?
Uma pandemia de gripe é uma epidemia à escala mundial, provocada por um novo vírus da gripe que infecta uma grande parte da população. No século XX, houve três pandemias deste tipo: em 1918, 1957 e 1968. Em Portugal e nos outros países da Europa foram desenvolvidos, nos anos mais recentes, esforços consideráveis de preparação para uma pandemia, sendo que todos os Estados Membros da União Europeia têm planos de contingência nacionais.
Em 11 de Junho de 2009, a Organização Mundial de Saúde elevou para 6 o nível de alerta de pandemia. Esta alteração da Fase 5 para Fase 6 não está relacionada com o aumento da gravidade clínica da doença, mas sim com o crescimento do número de casos de doença e com a sua dispersão a nível mundial.



Ligações

Europa Saúde
http://ec.europa.eu/health/ph_threats/com/Influenza/novelflu_pt.htm


Portal da Saúde, Ministério da Saúde
http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/saude+publica/gripe/virus+h1h1.htm#a14



World Health Organization
http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html



Medical system information
http://medusa.jrc.it/medisys/alertedition/pt/SwineFlu.html